terça-feira, abril 09, 2013

A Onda Fascista em Die Welle

 

Guilherme R. Fauque

a onda capaVocês acreditam que um governo ditatorial, como o de Hitler, poderia novamente se repetir nos dias de hoje? Com semelhante questionamento, o professor Rainer Wenger (encenado pelo ator Jürgen Vogel), no filme A Onda (Die Welle em alemão2008, do diretor Dennis Gansel), interpelou seus alunos e recebeu efusivas respostas negativas. “Claro que não”, “Isso não se repetirá mais”.

Pensativo, o professor Rainer propõe um experimento no qual algumas mudanças são inicialmente realizadas. Primeiro, para se dirigir ao professor, é necessário levantar-se de pé e usar a expressão “Senhor Wenger” (Herr Wenger em alemão). Depois, aos poucos, enquanto conquista os alunos com algumas propostas divertidas, Rainer vai inserindo no contexto das aulas mudanças que vão caracterizando um grupo fechado e homogêneo. Todos têm que usar um tipo de uniforme, camisetas brancas e jeans. A seguir, um nome e uma saudação são acrescentados e o grupo começa a se auto-intitular “a Onda”, saudando-se com um movimento de braço simulando uma onda.

Imbuídos de um crescente sentimento de união e pertencimento a um grupo, logoa onda os alunos estão agindo de forma um tanto chauvinista, defendendo uns aos outros e excluindo do círculo de amizades quem não está caracterizado como membro da Onda. A proposta do grupo se estende para além da sala de aula. Pichações do símbolo da Onda são feitas pela cidade, sites são criados, festas realizadas e logo a Onda passa de uma atividade de sala de aula, para um grupo concreto.

Neste ponto é interessante observar o quanto os alunos não se dão conta de que as atitudes do grupo vão se tornando completamente fascistas. A união do grupo traz para os alunos uma impressão de força, de pertencimento, talvez até de família. Mas, ao mesmo tempo, como é típico do fascismo, exclui o diferente, adota contornos violentos e intolerantes com os opositores, e até mesmo a liberdade de imprensa, que de forma característica é atacada no fascismo, tem sua representação no filme quando o jornal do colégio é censurado ao tentar expor o caminho fascista que o grupo está progressivamente tomando. Infelizmente, da mesma forma como nos é mostrado na história os resultados desastrosos de regimes totalitários como os de Hitler e Mussolini, o decorrência final do filme não foi nem um pouco feliz.

a onda ondaDesta feita, fica-nos claro, ao observarmos os personagens do filme, que não é o fascista que faz o fascismo, mas sim as práticas fascistas que fazem os fascistas. Ora, tanto o professor Rainer, que no começo do filme apresenta um comportamento muito mais típico de um anarquista do que de um fascista, quanto os alunos, que afirmavam veementemente não ser possível um governo com o de Hitler se repetir, deixam-nos a límpida impressão de que a pergunta lançada, logo no começo, tem como resposta um estrondoso sim! Se não pararmos para refletir sobre as questões políticas e sociais que nos cercam, poderemos, como toda a certeza, estar caminhando, desapercebidamente, em direção às práticas fascistas. Afinal, uma sociedade que vai se tornando fascista não se dá conta disto, e esse é o grande perigo.

sexta-feira, abril 05, 2013

Sumiram as imagens!

I'm sorry pessoal!

Tive um problema com o banco de dados de imagens e as imagens simplesmente sumiram, como vocês podem observar. :(

Arrumar todas elas vai dar um trabalho que, infelizmente, não tenho tempo para realizar no momento. Então, deixa assim... afinal, o texto que é o mais importante está intacto.

E vamos lá!

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