terça-feira, novembro 16, 2010

Entre testículos e textículos vamos vivendo e aprendendo!

Guilherme Fauque

portugues1 A língua portuguesa é mesmo riquíssima! E nos prega cada peça! Estava conversando com um amigo, um rapaz muito culto, e lhe dei um pequeno texto meu para ler.

Ele leu, me devolveu e de repente me deu um elogio prá lá de estranho:

- Guilherme! Gostei muito do teu textículo!

Gaúcho da fronteira como sou, dei dois passos para trás e quase puxei meu facão!

- Opa! Que é isso companheiro! Tá me estranhando? Não te aproximes que te capo!
gaucho

Ele me olhou supreso, levantou os braços na defensiva e falou:

- Calma! Não é o que tu estás pensando! Textículo é um texto pequeno, como o que tu escreveste.

- Dá onde tu tiraste isso?

- Tá no dicionário, ué!

Como bom filósofo gaudério respondi de pronto:

- Duvide-o-dó!

- Espera!

Abriu a pasta e tirou um monstro de um dicionário… não me pergunte porque ele andava com um dicionário destes na pasta… e lá estava o textículo (com “x”), ou seja, um pequeno texto.

Não é que era verdade! E eu que quase dei um faconaço nos testículos do coitado!

nietzsche-caricatura - Mas bah, chê! Como é que eu nunca vi o Frederico falar este termo! (O Frederico é o tal do Nietzsche, é claro… aquele que tinha um bigode prá lá de gaudério)

E saí pensativo… pois nunca pensei que ia andar com meus textículos na mão…

segunda-feira, novembro 15, 2010

Nova Publicação!

Todos sabemos da importância da educação no desenvolvimento social e humano. Por isso é com imenso prazer que trago aos amigos leitores mais um lançamento nesta área de fundamental interesse à todos nós.

Foi lançado um novo livro intitulado: Educar o Educador: Reflexões sobre a Formação Docente, do Filósofo e educador Altair Fávero, pela editora Mercado de Letras.

Recomendo a leitura!

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sábado, novembro 13, 2010

sexta-feira, novembro 12, 2010

Qual o preço da vida?

Qual o preço da vida?
Guilherme Fauque
Com a aproximação do Natal, instaura-se uma época de paz, amor,Noel apressado harmonia... será? Na verdade torna-se até irônico falar em paz, amor e harmonia numa época em que as pessoas estão extremamente agitadas e o stress é predominante. Presentes, enfeites, árvores de natal, papai noel, gastos além da conta, agitação, pressa... e o amor? E a paz? E a harmonia? Não são  produtos vendáveis no mercado, portanto, estão relegados, quando muito, a um segundo plano.

evil_santaNinguém mais duvida que o Natal é um grande negócio e não seremos hipócritas a ponto de querer defender uma pureza natalina que sabemos que não existe. “Irmãos, vamos amar uns aos outros” é um bordão religioso manjado e irritante. Ora, por que buscar a paz, a harmonia e o amor só agora? Se é para buscar estas virtudes, que se busque-as ao longo dos dias comuns da vida e não somente em datas festivas. Para o cidadão comum, o Natal é comércio, é disputa, é correria, é a época em que o homem é o lobo do homem, como dizia Hobbes. Quem lembra do nascimento de Jesus? Quem pensa na paz, no amor e na harmonia?


pai-natal-cContudo, hoje recebi a visita de um amigo com câncer que me disse, com o olhar cansado e tristonho: “É... o tempo corre. O Natal já está aí”. E olhando para todos os enfeites que havíamos preparado em casa, com os olhos marejados numa saudosa expressão de quem sabe que provavelmente não passará mais um natal, falou: “Como o natal é lindo”. Nunca o tinha ouvido falar desta maneira e parei para pensar no valor da vida... Pensei em quantos natais passamos correndo, estressado, esquecendo dos valores perenes. Afinal, quem é comerciante precisa faturar, quem é cliente precisa consumir, essa é a lei que mantém a nossa sociedade. Décimo terceiro, férias, créditos e empréstimos são liberados para fazer girar a máquina capitalista, esta sim o verdadeiro relojoeiro de Descartes, e assim todos vamos sendo arrastados pelo tsunami capitalista sem parar para pensar no valor da vida, no que somos e no que nos tornamos, de onde viemos e para onde iremos, qual é a nossa natureza e o que nos faz realmente felizes. Afinal, quem tem tempo para pensar nisso? Se pararmos para pensar a máquina antropofágica do sistema nos engolirá.

Afinal, por que trocamos nossa paz pelo stress? Por que trocamos o amor pelo ódio? Por que trocamos a harmonia por presente de natal?
Papai Noel (1)

sábado, novembro 06, 2010

Nisto eu Acredito – Will Durant

 

Nisto eu Acredito

Will Durant

autorid00582Encontrei no Universo tantas formas de ordem, organização, sistema, leis e ajustes de meios à fins, que acredito numa inteligência cósmica e concebo Deus como a vida, mente, ordem e lei do mundo.

Não compreendo meu Deus, e encontrei na natureza e na história muitos exemplos de aparente mal, desordem, crueldade e despropósito. Mas compreendi que vi tudo isso com uma visão muito limitada e que de um ponto de vista cósmico talvez tudo seja exatamente o contrário. Como pode uma infinitésima parte do universo compreender o todo? Nós somos pingos d’água tentando compreender o mar.

Darwin_apeAcredito que eu sou o produto de uma evolução natural. A lógica da evolução parece compelir ao determinismo, mas não posso sobrepujar minha consciência direta de uma liberdade limitada de desejo. Acredito que se pudesse ver todas as formas de matéria de dentro, como vejo a mim mesmo pela introspecção, eu encontraria nelas algo semelhante ao que em nós é a mente e a liberdade. Defino “virtude” como toda a qualidade que nos faz sobreviver, mas como a sobrevivência do grupo é mais importante do que a do indivíduo, as mais altas virtudes são aquelas que para a sobrevivência grupal: amor, empatia, bondade, cooperação. Se vivi minha vida de acordo com os meus ideais, deveria combinar a ética de Confúcio e de Cristo; as virtudes de um desenvolvimento individual com aqueles de um membro de um grupo.

Na minha juventude fui socialista e simpatizem com o regime soviético, até que visitei a Russia em 1932. O que eu vi lá me levou a desaprovar a extensão deste regime à qualquer outro lugar. A experiência e a historia me ensinaram que as bases instintivas e as necessidades econômicas de competição e propriedade privada. Não sou um pregador tão fanático da liberdade como alguns de meus amigos conservadores e radicais; quando a liberdade excede a inteligência produz o caos; que gera a ditadura. Tínhamos muita liberdade econômica no final do século XIX devido a terra livre e nossa relativa isenção dos perigos externos. Hoje temos muita liberdade moral devido ao aumento de bens e a redução das crenças religiosas. A era da liberdade está findando sob a pressão dos perigos externos; a liberdade das partes varia de acordo com a segurança do todo.

Não me ressinto com os conflitos e dificuldades da vida. No meu caso, eles têm sido de longe recompensados pela boa sorte, razoável saúde, lealdades dos amigos e uma vida feliz em família. Tenho encontrado tantas pessoas boas que eu quase perdi minha fé na maldade da humanidade.

morteSuspeito que quando morrer, eu estarei morto. Uma existência infinita seria uma maldição como a do Holândes Voador e do Judeu Errante. A morte é a maior invenção da vida; perpetuamente substituindo o gasto pelo novo. E depois de 20 volumes, será ótimo dormir.

FONTE: http://www.willdurant.com/believe.htm

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