quarta-feira, novembro 18, 2009

Morte e a busca de sentido para a vida

Guilherme Fauque[1]

morte Na história da filosofa, a morte é um tema par excelecia. Quiçá, asseguram alguns estudiosos, seja até mesmo a genetriz dos raciocínios filosóficos, visto que com a consciência da morte, sobrevêm grandes questões existenciais. Assim sendo, embora pareça um tanto paradoxal, a temática da morte nos faz refletir sobre o sentido da vida.

Realmente, não podemos negar que ela é como uma sombra oculta a cada passo que damos, guiando-nos em direção ao derradeiro desfecho. Sem exceções a morte leva reis e plebeus, ricos e pobres, religiosos e ateus. Aliás, não só nós, humanos, mas tudo o que é vivo, formando um ciclo inevitável de vida e morte.

Confirmando esta realidade, o escritor francês Leon Denis (1846-1927) asseverou-nos, na sua obra Além da Morte, que a transição da morte não se dá unicamente com o ser humano, mas que as próprias civilizações participam deste ciclo.

Nas palavras de Leon Denis:

Vi, deitados nos seus sudários de pedra ou de areia, as cidades famosas da Antiguidade, Cartago, com brancos promontórios, as cidades gregas da Sicília, o campo de Roma, com seus aquedutos trincados e túmulos abertos, as necrópoles que dormem seu sono de vinte séculos sob a cinza do Vesúvio. Vi os últimos vestígios das cidades antigas, outrora formigueiros humanos, hoje, ruínas desertas que o sol do Oriente calcina com suas ardentes carícias. (DENIS, p.11, 2004)

Seguindo na esteira desta realidade surgem, então, profundos focos de questionamentos existenciais que levam, como nos dizia Schopenhauer, a angustiadas buscas de significação.

De qualquer forma, parece-nos manifesto que a preocupação dos grandes filósofos não está exatamente com o morrer, mas com as implicações existenciais do viver perante a realidade da morte como transição final inevitável desta personalidade. Isto fica evidente nas palavras de muitos grandes filósofos. Lucrécio, por exemplo, afirmava não temer a morte, pois onde ela estivesse ele não estaria. Sócrates, no belo diálogo Fédon, também afirmou não temer a morte, pois assim poderia estar entre os deuses e os grandes nomes que já partiram. Portanto, reiteramos que a morte, em si, não é o grande problema, mas as questões que surgem ao pensar nela sim. Por que estou aqui? O que me faz lutar pela vida se no fim tudo acabará? Quem sou eu? Qual o sentido da vida? Para onde estamos rumando? Entre outras muitas questões que surgem com a consciência de nossa morte física.

Grandes questões como estas formam a própria história da filosofia desde os seus primórdios. Respondê-las tornou-se a vida de muitos filósofos e gerou fantásticos sistemas de pensamento que revolucionaram o caminho da humanidade. Ou seria um exagero dizer que a consciência de nossa finitude física tenha impulsionado grande parte dos nossos questionamentos filosóficos? Creio que não. Pode parecer paradoxal, mas a consciência da morte impulsiona a busca de sentido da vida.

REFERÊNCIAS:

DENIS, Leon. Depois da Morte. São Paulo: FEB, 2005.

PLATÃO. Fédon. Tradução: Miguel Ruas.São Paulo: Martin Claret, 2004.


[1] atonfrc@gmail.com

http://philosophia-aton.blogspot.com

terça-feira, novembro 17, 2009

Notícias do “front” filosófico

Notícias interessantes!!! Parece que agora os filósofos estão realmente lutando por suas ideias!!

Recebi a notícia de um amigo que, por sua vez, encontrou-a no site do “Russian Today”. Fui lá conferir e não era brincadeira!

Ontem, dia 16 de novembro, na Casa dos Cientistas, no centro de Moscow, durante o Fórum Internacional de Filosofia (International Philosophical Forum) ocorreu uma verdadeira batalha de... insanidade mental... que deixou duas pessoas levemente feridas.

No começo da tarde, a polícia foi chamada por causa de uma briga. Quando chegou no local, era nada menos que International Philosophical Forum, onde alguns filósofos se engalfinhavam.

Buenas, segundo a mídia russa, a briga não ocorreu devido a argumentos sobre o significado da vida... a briga foi instigada por um ex-aluno da Moscow State University, que havia sido retirado do Departamento de Filosofia alguns anos atrás e que simplesmente partiu para cima do reitor Vladimir Mironov durante a conferência.

Conta-se que ele já havia tentado invadir o escritório do Departamento de Filosofia para “argumentar” com Mironov.

Agora... o porquê da raiva do rapaz, não faço a menor ideia, mas que deve ter sido uma conferência e tanto, isto não temos dúvidas.

who-started-first

sexta-feira, novembro 13, 2009

FILOSOFIA E CINEMA: CREPÚSCULO – 2ª PARTE

2. Amor Verdadeiro

Apesar dos perigos de tal relação, que fica muito mais evidente no entertainment-0001 livro do que no filme, a paixão os envolve de tal forma que torna inevitável à união. Assim, na esteira da morte, seja ao estar com um “morto-vivo”, seja pela consciência de que o tempo passará para um e para outro não, seja pela arriscada possibilidade da personagem Bella virar refeição do vampiro, o amor aparece como o contraponto essencial, o amor figura-se como a própria vida. Mas que amor é este? Que tipo de amor enfrenta tudo pelo outro? Será apenas uma paixão? O que é amor afinal de contas?

No interessantíssimo fragmento 323 da obra Pensamentos (Pensées), o filósofo francês Blaise Pascal (1623-1662) salienta que, na verdade, nunca se ama realmente uma pessoa, mas apenas as suas qualidades. Beleza, força, no caso de Edward, inteligência, vulnerabilidade, no caso de Bella. Ou seja, qualidades externas que, segundo Pascal, um dia perecerão.

Ora, vemos que tanto Bella quanto Edward tem este fascínio inicial, mas seria este um amor real? Pascal mesmo reflete:

Aquele que ama uma pessoa por causa de sua beleza a ama? Não, pois a varíola, que matará a beleza sem matar a pessoa, fará com que ele não a ame mais.

E se amam por meu juízo, por minha memória, amam a mim? Não, pois posso perder essas qualidades sem me perder. (PASCAL, pensamento 323)

Não, claro que não! Se ficarmos somente nas qualidades externas, Pascal tem toda a razão de duvidar deste amor. No entanto, o amor verdadeiro, embora retenha em si todos os momentos dissociados nos amores imperfeitos, vai além destes.

O amor verdadeiro, no diz Marcel Conche (p.9, 1998), “é aquilo por que, mesmo sendo velha, uma pessoa sente-se jovem, mesmo perto da morte, sente-se viva”, ou seja, perfeitamente condizente com o que vemos no Crepúsculo. Além disso, o amor verdadeiro compreende o encontro com outro ser que não traga objeções ao seu ser, ou seja, um ser que nos parece perfeito nas suas limitação, perfeito como é, sem retoques ou acréscimos, amando sendo si mesmo e realizando-se. (CONCHE, p.10-12. 1998).

Talvez neste sentido possamos ver um amor real entre Bella e Edward que se aceitam com suas diferenças, embora Bella sinta o temor de perder este amor para o tempo, que lhe castigará, diferentemente de Edward que permanecerá jovem. Por outro lado, a jovialidade e inexperiência de Bella também pode refletir apenas uma paixão, que seria definida, por Conche, como o sentimento de alienação e estranhamento da pessoa, que é contrário à realização que um verdadeiro amor traz. (p.10, 1998) Difícil saber realmente, talvez com a sequência dos filmes e livros possamos ter uma ideia mais acertada quanto a isto.

De qualquer forma, fica-nos a reflexão que o filme nos traz. A morte é, em si, a grande inimiga do amor. O amor é vida, é sensibilidade, é toque e o perfume dos cabelos, mas é também inteligência, na qual podemos avançar sem tropeçar na paixão e ainda vontade, para ajustá-la à vontade de outrem. A morte, por sua vez é a ausência de sensibilidade, a ausência de inteligência, a ausência total de vontade. A morte é estagnação, o amor à busca da felicidade. No entanto, ambas levam a reflexão: a morte pela angustia e o amor pela alegria.

REFERÊNCIAS

CONCHE, Marcel. A Análise do Amor. Tradução: Eduardo Brandão. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

DENIS, Leon. Depois da Morte. São Paulo: FEB, 2005.

FERRY, Luc. Aprender a Viver: Filosofia para os novos tempos. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007.

MEYER, Stephenie. Crepúsculo. Tradução Ryta Vinagre. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2009.

PASCAL, Blaise. Pensamentos. Tradução: Pietro Nassetti. São Paulo: Martin Claret, 2003.

PLATÃO. Fédon. Tradução: Miguel Ruas.São Paulo: Martin Claret, 2004.

CINEMA E FILOSOFIA: CREPÚSCULO – 1ª PARTE

CREPÚSCULO:

MORTE E AMOR, DOIS OPOSTOS NUMA RELAÇÃO DIALÉTICA

Guilherme R. Fauque[1]

INTRODUÇÃO

A cada dia torna-se mais nítido que o cinema e filosofia formam uma profícua 1crepusculorelação. O cinema como produtor de belas histórias, utilizando-se de incríveis incrementos tecnológicos capazes de nos “colocar dentro” da produção como se lá realmente estivéssemos. A filosofia, por sua vez, é capaz de produzir importantes relações racionais que nos propiciam trazer entendimento e significação às histórias, comparando-as com nossas vidas e suas relações sócio-culturais e históricas.

Neste ínterim, Stephenie Meyer, até então um nome desconhecido no mundo literário e cinematográfico, estourou mundialmente com a série de livros Crepúsculo, que já conta com quatro volumes, aos moldes de outros best sellers como Harry Potter e O Senhor dos Anéis. Seguindo a esteira destes outros sucessos, a série de livros chega às telas dos cinemas, atingindo semelhante êxito.

Meyer aposta numa receita literária que encanta as mentes juvenis e adultas, valendo-se do romantismo entre dois seres essencialmente diferentes fisicamente, uma humana e um vampiro, que unidos pelos laços do amor quebram as barreiras do habitual.

Dentre diversas temáticas interessantes, duas em especial ficam evidente, permeando toda a saga: o amor e a morte. Questões poderosas e, ao mesmo tempo, equidistantes, mas que fazem parte da vida humana desde os seus primórdios. Afinal, como já dizia Públio Sírio (85 a.C – 43 a.C), algo que ninguém pode fugir é do amor e da morte.

A morte, por si, permeia sorrateiramente todo livro. Não é tratada com características fatalistas, mas como uma realidade inevitável perante a imortalidade temporal de Edward em relação a Bella.

Por outro lado temos a força do amor que procura vencer as diferenças e a própria mortalidade.

Assim, neste breve ensaio realizaremos um paralelo com o filme Crepúsculo, para analisarmos, em dois momentos, a questão da morte e do amor, valendo-nos da abrangência da ficção do cinema para buscar um refletir filosófico.


1. Morte e a busca de sentido para a vida

O que traz a tona à questão da morte, no filme livros106_3 Crepúsculo, não é tanto o fato em si, mas a possibilidade deste acontecer. Bella, a personagem principal, é uma mortal, Edward, por sua vez, um imortal. Inerente a possibilidade de morrer, encontramos a questão natural do tempo. Todo mortal sente-se atormentado pela consciência de sua finitude, principalmente perante um ser imortal. Afinal, para Bella, o tempo passará irreversivelmente, enquanto que para Edward, o tempo permanecerá fisicamente inalterado. Assim, a morte, irreversivelmente, coloca-se na ordem do nunca mais, ou seja, aquilo que passou, não voltará mais; e Bella sabe disso.

Na história da filosofa, a morte é um tema par excelecia. Quiçá, asseguram alguns estudiosos, seja até mesmo a genetriz dos raciocínios filosóficos. Afinal, com a consciência da morte, sobrevém grandes questões existenciais. Portanto, embora pareça paradoxal, a temática da morte nos faz refletir sobre o sentido da vida.

Aliás, Albert Camus, no livro O Mito de Sísifo, chega, inclusive, a enfatizar que a necessidade de sabermos se a vida vale a pena ou não ser vivida é um dos principais assuntos filosóficos da contemporaneidade.

Ora, realmente, a morte é como uma sombra oculta a cada passo que damos, guiando-nos em direção ao derradeiro desfecho; sem exceções, ela leva reis, plebeus, ricos e pobres. Aliás, não só nós, mas tudo o que é vivo, formando um ciclo inevitável de vida e morte.

Confirmando esta realidade, o escritor francês Leon Denis (1846-1927) asseverou-nos, na sua obra Além da Morte, que a transição da morte não se dá unicamente com ser humano, mas que as próprias civilizações participam deste ciclo.

Nas palavras de Leon Denis:

Vi, deitados nos seus sudários de pedra ou de areia, as cidades famosas da Antiguidade, Cartago, com brancos promontórios, as cidades gregas da Sicília, o campo de Roma, com seus aquedutos trincados e túmulos abertos, as necrópoles que dormem seu sono de vinte séculos sob a cinza do Vesúvio. Vi os últimos vestígios das cidades antigas, outrora formigueiros humanos, hoje, ruínas desertas que o sol do Oriente calcina com suas ardentes carícias. (DENIS, p.11, 2004)

Seguindo a esteira desta realidade surgem, então, profundos focos de questionamentos existenciais que levam, como nos dizia Schopenhauer, a angustiadas buscas de significação.

Na verdade, parece-nos manifesto que a preocupação dos grandes filósofos não está exatamente com o morrer, mas com as implicações existenciais do viver perante a realidade da morte como transição final inevitável. Pois, a exemplo de algumas mentes pensantes como Lucrécio, que dizia que onde a morte estiver, ele não estaria, ou Epicuro que afirmava que quando morremos, a preocupação já não existe mais, visto a morte ser uma privação da sensibilidade, ou ainda, o egrégio Sócrates, no diálogo Fédon[2], que dizia não temer a morte, pois se ela existir, ele poderia estar com os grandes nomes que já partiram, se não existir, então ele estará morto e, portanto, nada verá. A morte, em si, não é o grande problema, mas as questões que surgem a partir dela sim.

Naturalmente, a comparação dialética entre viver ou morrer acaba trazendo reticências profundas que tornam a possibilidade de um relacionamento entre um vampiro e uma humana uma situação tão complicada quanto uma ovelha apaixonar-se por um leão, aliás, comparação utilizada no próprio filme. O eminente perigo de o leão alimentar-se da ovelha, num momento de fome, é tão real quanto o de o vampiro beber o sangue da humana num momento de fraqueza[3]. Não podemos negar que as realidades ônticas são diversas.

Portanto, não é de se estranhar às reticências que o casal Edward e Bella enfrentam ao pensar sua união, tanto que este procura, em vão, dissuadir a aproximação de Bella. Contudo, como toda boa estória de romance, vemos que, numa típica construção teleológica cristã, o amor mostra-se mais forte do que a morte e ambos, enfim, acabam oficializando um relacionamento, no mínimo, inusitado.

Bella, por sua vez, também compreende as diferenças essenciais entre ambos, bem como os empecilhos que virão desta relação. No entanto, sua decisão não é de afastar-se ou evitar a possibilidade da morte. Pelo contrário, Bella deseja ardentemente a transmutação em vampiro, pela mordida de seu amado, mesmo arriscando a aniquilação total caso Edward não possa controlar a sede mortal que sentirá com o gosto de seu sangue.

Certamente que Edward, pensando eticamente, não deseja isso para a sua amada. Mesmo assim, com os prós e contras, tal questão continua em nossa mente até o final do filme. Morder ou não morder, eis a questão, diria um vampiro shakesperiano. Mas a morte continua rondando a estória...


[1] atonfrc@gmail.com

[2] “sem a convicção de que vou me encontrar primeiramente junto de outros deuses, sábios e bons, e depois de homens mortos que valem mais do que os daqui, eu cometeria um grande erro não me irritando contra a morte. Mas, na realidade, sabei-o bem, para defender a minha esperança de ir ao encontro de homens que sejam bons, eu não esforçarei; porém, ao contrário, se há uma coisa que eu defenderei com ardor é a minha convicção de que vou encontrar-me perto de deuses, que são chefes excelentes. Segue-se que, nestas condições, eu não tenho mais motivos para irritar-me. Mas, ao contrário, tenho a esperança de que depois da morte haja alguma coisa que, como diz uma antiga tradição, vale muito mais para os bons do que para os maus.”. (PLATÃO, p. 25. 2004)

[3] Teríamos aí oculta uma relação freudiana referente à iniciação sexual de uma jovem perante alguém mais experiente? É uma leitura possível e interessante.

quinta-feira, novembro 12, 2009

Educação: charge do "Charges.com"

Aproveitando o embalo da charge anterior, coloco mais uma charge sobre Educação.

Obviamente é um tanto hiperbólica... Mas, já ouvi caso de professores que ao serem questionados demais, disseram o seguinte para o aluno: "Interessante tua pergunta, faça uma pesquisa sobre o assunto e traga para apresentar na próxima aula", e depois ainda sair contando vantagem do que fez com o aluno "chato". Ou seja, acabaram com a perspectiva deste aluno voltar a perguntar algo.

Enfim, vamos a charge... rir dos problemas é tipicamente brasileiro. Felizmente, acredito sinceramente que as coisas estão tomando um rumo muito melhor.


Educação religiosa: Charge para o amigo Ricardo

Depois do papo, no post anterior, com o nosso filósofo de coração (sim, porque hoje em dia, infelizmente, separam os amantes da sabedoria entre profissionais e aqueles que gostam do assunto... um absurdo se olharmos a etimologia da palavra e, principalmente, que muitos "não formados" as vezes sabem mais do certos formados!), resolvi, então, colocar um post para ele de uma charge que havia visto a algum tempo. Aliás, de quebra, acabei encontrando uma outra charge que colocarei num post posterior, mas que, creio, nosso amigo spinozista Ricardo irá rir muito.

Lembrando: O Ricardo é proprietário do ótimo blog: Spinoza e Amigos

domingo, novembro 01, 2009

Einstein: Deus existe?

Talvez vocês estejam estranhando esta postagem falando de Deus. Na verdade, no começo do ano, eu fiz uma apresentação na Semana Acadêmica da Universidade de Passo Fundo - UPF, onde falei da temática de Deus, segundo Spinoza, relacionando com Albert Einstein. Para tanto, utilizei o título: Meu Deus é o Deus de Spinoza. Contudo, nunca postei o ensaio aqui no blog por ser muito extenso e um tanto desprovido dos objetivos do blog.

Sabemos que Einstein apreciava a filosofia de Spinoza, embora não fosse nenhum grande estudioso deste. No entanto, algumas de suas referências públicas a este grande pensador holandês (e descendente de portugueses) tornaram-se bastante conhecidas, principalmente no que tange a Deus. Einstein dizia acreditar no “Deus de Spinoza”. Ora, este Deus nada tem a ver com o Deus Cristão e judaico, pelo menos não como é pregado tradicionalmente.

Enfim, encontrei este videozinho no you tube que me lembrou a temática que tratei, então achei legal compartilhar.

Guilherme


On-Line Translator