domingo, novembro 01, 2009

Einstein: Deus existe?

Talvez vocês estejam estranhando esta postagem falando de Deus. Na verdade, no começo do ano, eu fiz uma apresentação na Semana Acadêmica da Universidade de Passo Fundo - UPF, onde falei da temática de Deus, segundo Spinoza, relacionando com Albert Einstein. Para tanto, utilizei o título: Meu Deus é o Deus de Spinoza. Contudo, nunca postei o ensaio aqui no blog por ser muito extenso e um tanto desprovido dos objetivos do blog.

Sabemos que Einstein apreciava a filosofia de Spinoza, embora não fosse nenhum grande estudioso deste. No entanto, algumas de suas referências públicas a este grande pensador holandês (e descendente de portugueses) tornaram-se bastante conhecidas, principalmente no que tange a Deus. Einstein dizia acreditar no “Deus de Spinoza”. Ora, este Deus nada tem a ver com o Deus Cristão e judaico, pelo menos não como é pregado tradicionalmente.

Enfim, encontrei este videozinho no you tube que me lembrou a temática que tratei, então achei legal compartilhar.

Guilherme


6 comentários:

Ricardo disse...

Amigo Guilherme:
O vídeo é muito interessante e serve muito bem ao objetivo. Sob esse aspecto, gostei muito.
Mas... você há de convir comigo que a retórica é fraca, se devidamente analisada.
O calor não "engendra" o frio. Aliás, nem mesmo "causa originária" ele é, visto que é efeito de uma maior energia interna. Da mesma forma, a luz não "engendra" a escuridão. Entretanto, de Deus, espera-se que ele seja o "criador" da totalidade. Sua "ausência" sequer poderia ser plenamente admitida, visto que ele é onipresente. Então, realmente, ele tem que estar também onde está o mal... ao contrário do calor e da luz, que estão ausentes de onde estão o frio e a escuridão, respectivamente.
Eu, particularmente, acho que Einstein tomou a intuição básica de um Deus que é a própria natureza, e por isso as regras Dele seriam as próprias leis naturais; bem como a rejeição ao antropomorfismo divino e ao total determinismo, de Spinoza, mas não conseguiu penetrar mais no pensamento do nosso querido luso-holandês.
Tanto ele reconhecia sua pouca profundidade filosófica, no spinozismo, que rejeitou convites para explorar mais seriamente o assunto.
Tive a oportunidade de colocar, no blog antigo, vários posts sobre o livro "Einstein e a religião", onde explorei o assunto.
Abração.

Guilherme R. Fauque disse...

Na verdade não tenho nem certeza se a autoria é mesmo de Einstein. Mas eu gostei do videozinho - rsrsrsrs

Ricardo disse...

Pois é, Guilherme. O vídeo realmente é muito bem bolado e, penso, alcança completamente seu objetivo, que é demonstrar a necessidade de uma educação religiosa para os pequenos. Acho que a imagem do "ateu dogmático" - na figura do professor do vídeo - não combina com a etapa de vida dos pequenos. Que eles descubram "seus deuses", ou a ausência deles, mais tarde.
Agora, uma coisa me parece certa: a educação religiosa deveria abranger todas as diversas doutrinas. Isso, inclusive, aumentaria o respeito interreligioso.
De qualquer modo, repito, você foi muito feliz na escolha do vídeo.
Abração.

Guilherme R. Fauque disse...

Esta questão da inserção da religião de volta aos currículos é algo delicado. Gostaríamos, e seria o ideal, que a religião fosse uma matéria de discussão inter-religiosa. Seria fundamental que as pessoas entendessem um pouco do pensa o Islamismo, Budismo, Taoismo, Judaismo, Cristianismo, mas... procurando compreender as semelhanças em todas.

As origens são muito semelhantes, os mitos também... sabemos que 99% é uma relação mitológica, embora isto não tire a importância da significação, entre outras coisas mais, que a religião propõe.

Acharia legal que houvesse uma conscientização. Mas... talvez seja uma grande utopia, principalmente na realidade das escolas brasileiras.

Ricardo disse...

Guilherme:
Essa ideia talvez não me pareça tão "utópica" assim. Basta, penso, vontade política. O fato, entretanto, é que seria realmente difícil encontrar pessoas com formação adequada ao ensino de tantas doutrinas... ainda que num nível mais básico. Até onde eu saiba, não há nenhuma formação assim. Bem... mas isso também pode ser mudado.
Abração.

Guilherme R. Fauque disse...

Pois é... este é o problema. De todas as escolas que visitei durante minha formação (realizamos visitas as escolas durante os 4 anos de formação), todas que tinha religião eram problemáticas e parciais. Aliás, grande parte destes professores de religião também davam filosofia - rsrsrsrsrs.

Mas creio que você tenha razão, bastando um pouco de vontade política podemos chegar lá... embora vontade política também seja um problema - rsrsrs

Abraços e obrigado pelos comentários!

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